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CHINA TO WATCH
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Edição #26

China: meta de inflação de 3%. BYD vende 400 mil EVs em fevereiro.

Quarta-feira, 18 mar 2026
Ilustração — China to Watch #26

📡 Radar

BYD vende 400 mil EVs em fevereiro

A BYD, gigante chinês de veículos elétricos, vendeu 400.000 unidades de novos energias em fevereiro de 2026. O número representa um crescimento de 15% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A empresa mantém sua liderança no mercado doméstico e acelera a expansão internacional.

Fonte: 新浪财经

China e Rússia ampliam cooperação espacial

As agências espaciais da China e da Rússia assinaram hoje um acordo para cooperar em missões lunares. O plano inclui o desenvolvimento conjunto de um módulo de pouso para a futura estação lunar internacional. A iniciativa reflete a crescente parceria estratégica entre os dois países na área de tecnologia espacial.

Fonte: 科技日报

Bolsa de Xangai fecha em alta de 0,8%

O Índice Composto de Xangai (SSE) fechou em alta de 0,8% nesta quarta-feira, impulsionado por ações do setor de tecnologia e de consumo. O volume de negociações foi de ¥800 bilhões. O mercado reagiu positivamente às novas metas econômicas divulgadas no Congresso.

Fonte: 东方财富

Novo regulamento para IA generativa entra em vigor

A Administração Ciberespaço da China (CAC) implementou hoje novas regras para o desenvolvimento e uso de inteligência artificial generativa. As normas exigem transparência sobre os dados de treinamento e mecanismos de verificação para conteúdo gerado por IA. O objetivo é promover inovação com responsabilidade.

Fonte: 新华网

Yuan se aprecia 0,4% após dados de exportação acima do esperado

Renminbi fechou em 7,23 por dólar, melhor cotação em 6 semanas. Exportações de fevereiro cresceram 14,8% a/a, acima da projeção de 11,2%. PBOC sinalizou tolerância com apreciação moderada.

Fonte: Reuters

🔥 Trending no Weibo

O retrato mais realista de Xi Jinping

Uma nova pintura a óleo do presidente chinês, mostrando-o em um ambiente simples e próximo do povo, viralizou nas redes sociais.

Receita caseira de mingau de arroz viraliza

Uma receita simples de mingau de arroz doce, preparado com leite de aveia e canela, está dominando as redes chinesas.

A trilha sonora do novo drama da Tencent

A música tema da série 'A Vida na Metrópole', cantada por Jackson Yee, está em todos os playlists do país.

Como identificar um falso produto Xiaomi

Com o lançamento do novo celular, guias sobre como diferenciar produtos originais de falsificações estão viralizando.

O melhor lugar para ver o nascer do sol

Um post no fórum de viagens Mafengwo sobre um local secreto em Yunnan para ver o nascer do sol viralizou.

🎯 Destaque do Dia

Ver fonte →

📰 O Que Aconteceu

O governo chinês divulgou hoje suas principais metas econômicas para 2026, sinalizando uma estratégia de crescimento estável e previsível. A meta de inflação de 3% e o foco em consumo interno mostram um equilíbrio entre estimular a economia e conter riscos. Essa direção foi complementada pelos dados da BYD, que demonstram a força do setor de veículos elétricos como pilar dessa recuperação. Juntos, os indicadores apontam para um ano onde a prioridade será a sustentabilidade do crescimento, em vez de expansões agressivas, refletindo a maturidade da segunda maior economia do mundo.

🔍 Por Que Importa

Para o Brasil, essa trajetória chinesa tem impacto direto. Uma China com crescimento estável e consumo robusto continua sendo o principal destino para as exportações brasileiras, especialmente soja e minério de ferro. O foco do governo chinês em consumo interno pode abrir novas oportunidades para produtos brasileiros de maior valor agregado. Além disso, a liderança da BYD no mercado de EVs fortalece a posição da China na cadeia global de energia, o que pode afetar os preços de minerais como o lítio, crucial para a transição energética no Brasil.

👁️ O Que Ninguém Vê

A repetição do tema da 'estabilidade' nas metas econômicas chinesas de 2026 revela um padrão oculto: o abandono gradual da meta de crescimento de 'cerca de 5%'. Ao optar por uma meta mais flexível e focar em inflação e consumo, o governo está se preparando para uma 'nova normal' de crescimento mais lento, porém mais resiliente. Essa mudança não é um sinal de fraqueza, mas uma estratégia de longo prazo para reduzir a dependência do setor imobiliário e construir uma economia mais sustentável, um aviso para mercados emergentes como o Brasil que precisam se adaptar a um cenário chinês menos 'superaquecido'.

📚 Fontes

  • 新华网 Xinhua
  • 新浪财经 Sina Finance
  • 科技日报 Science and Technology Daily
  • 东方财富 East Money
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